Antes de mais nada, quero deixar culturalmente claro que
apenas massificados julgam o próximo ignorando a ironia de nossa incapacidade
diante da batalha homérica pelo inegável direito a uma vida aprazível.
Fiquei decepcionado quando após a divulgação de seu delito
através do blog de massificação internética http://www.naosalvo.com.br/, o pobre jovem Anderson vem sendo julgado pela população padronizada em seu facebook.
Venho eu em vossa defesa, Anderson.
Algumas pessoas furtam por mera necessidade. De tudo carece
os injustiçados da nossa sociedade! Comida, água, moradia, óculos escuros...
Não cabe a nós, povo cultural, julgarmos o próximo, pois
sendo um sujeito necessitado, ele apenas está tentando obter o mínimo que um
ser humano precisa para sustentar sua sobrevivência dentro da crueldade
insatisfatória da vida no globo terrestre.
Aliás, quando eu era corintiano, eu vivia a furtar objetos
alheios... meu caminho de luminosidade iniciou quando troquei um tênis da
massificada marca Nike (furtado) por um maravilhoso exemplar de Olavo Bilac.
Sugiro que Anderson faça o mesmo.
Há de ser a maior transformação dos dias atuais. Antes:
Indignificado pelos atos de ladroagem e sendo julgado por seus atos no maior
tribunal de todos: o facebook. Depois: Cultural, magnânimo e sendo julgado
apenas por sua inteligência e culturalidade.
