sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

50 tons de massificação cinza


Hoje eu quero falar sério, e o tema será este livro que vem excitando loucamente uma legião de mulheres virgens e donas de casa que tem mais filhos do que já tiveram orgasmos.


50 tons de cinza
(fifty shades of grey)


Trata-se de um pornô light (estilo 'Emmanuelle no espaço'), com um sadomasoquismo leve (pra dar um charme) entre uma virgem inexperiente (Anastasia Steele) e um gostosão ricaço (Christian Grey) que curte uns brinquedinhos a mais.

Traduzido pelo Google tradutor, o livro foi passado para o português exatamente ao pé da letra (do tipo que traduz “overreacting” para “reagindo demais”)e no meio das relações sexuais podemos notar umas falas super corriqueiras no sexo tipo:
“- Muito bem, baby!”

Quem fala isso durante o sexo?? O exterminador do futuro??


Antes de transar com Christian, Anastasia tem que assinar um termo no qual afirma concordar com as práticas sexuais bizarras do parceiro, e a reação da personagem é ótima, mais ou menos assim:

- Vou açoitar você.
- Tudo bem.
- Vou espancar você.
- Não tem problema...
- Vou amarrar você!
- Tudo bem...
- Você vai ter que fazer ginástica 4 vezes por semana.
- AAAHHH NÃO! ISSO NÃO!

Outro detalhe importante para compreendermos a trama é que além da personagem, a escritora também é virgem. TEM que ser! Porque todo mundo no livro goza só de encostar.  Incluindo uma cena onde a menina goza apenas do cara dar uma chupadinha em seu seio... e ele ainda vai todo confiante como se isso fosse a coisa mais normal do mundo! “vamos ver se consigo te fazer gozar assim!” Quando ela for amamentar será uma loucura!!!

“Ai, Felix, mas tem mulher que goza rápido mesmo, e mimimi...”

O livro tem outros exemplos de orgasmos rápidos demais, e se ela goza tão velozmente assim, ela não precisa nem de um Christian Grey... é só pegar o biarticulado de Curitiba depois das 18 hs!

Além de gozar com um só toque, Anastasia Steele é metade golfinho. Em uma cena ela pratica sexo oral no parceiro em uma banheira cheia de água e espuma... até ele gozar! E L James, eu sei que vc provavelmente nunca fez isso, mas as mulheres normais precisam respirar enquanto estão fazendo sexo oral em alguém, e nós, seres humanos normais, não respiramos debaixo d'água e muito menos submersos em banheiras borbulhantes.

Além disso, Anastasia é uma porca! Em uma cena ela tenta evitar que Christian tire os tênis dela com medo que ele morra com o chulé, e em outra ela se delicia com seu próprio gosto.... salgado!

SALGADO!

Enfim, o livro é ótimo como comédia,  mas por favor.... não vá para a sua vida achando que o sexo é assim.  E por favor, tome banho. Gosto salgado não é um atrativo a mais.

Beijos culturais!

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Boas festas! (ou não...)


(Acima uma amostra de como vai ser o Reveillon dos massificados)

Fiquei uns tempos sem postar no blog, devido a uma forte crise de depressão que acometeu a minha pessoa!
Mas também... foram emoções fortes demais:
Massificação futebolística: Corinthians campeão mundial
Massificação natalina: Para os religiosos e idólatras da coca-cola
Massificação musical: Show do Roberto Carlos no final do ano sempre me faz chorar... de raiva!

Tive que recorrer a um psiquiatra que me receitou um artefato farmacológico (remédio, para os leigos) e ainda estou tentando melhorar e me preparar para a pior data comemorativa de todas: O ANO NOVO!
Onde todos os meus familiares corintianos e massificados me perseguem, embriagados com Cidra Sereser , demonstrando seus talentos como artistas pirotécnicos amadores (“jogando rojão nas pessoas”, para os leigos), e festejando o final do ano como se o mundo fosse acabar sendo que nem terminaram de pagar o carnê da Renner!
Machado de Assis, me ajude a passar por essa provação!
Ademais, desejo a todos os meus amigos culturais um fim de ano tranquilo com muita mpb, óculos de acrílico, livros grossos e doses homeopáticas de conhaque! E NADA DE FESTAS MASSIFICADAS!


Beijos culturais!

domingo, 9 de dezembro de 2012

07 (sete) produtos bizarros que os culturais desaprovam!

Sim, nós culturais também gostamos de produtos bizarros. Ter coisas que mais ninguém tem, ajuda você a se destacar das massas e demonstrar sua superioridade cultural.
Porém, até mesmo neste nicho pouco frequentado pelos massificados, novos produtos estão surgindo. Tudo para sustentar ainda mais a massificação e impedir que as pessoas se libertem do senso comum.

Leia atentamente este post.... e cuidado para não derramar o seu café extra-large nos seus livros do Huxley e no seu gato, porque as imagens são chocantes!

Esta jovem afirma vender limonada em seus compartimentos peitorais. Se a moda pegar no Brasil, com certeza as mulheres passarão a vender caipirinha assim, para que os massificados possam sodomizar seus seios enquanto se embebedam ao mesmo tempo.

Os massificados já podem beber sua cerveja (ou líquido de massificação alcoólica, para os culturais) utilizando este compartimento abdominal

Mais uma arma da massificação religiosa... 


A Neymarização dos dias atuais demonstra uma das piores épocas de massificação futebolística que esta nação já presenciou. Até as flatulencias do jogador galináceo são vendidas no mercado livre. Chore, cultural, chore!

As mulheres massificadas estão sempre tentando melhorar sua aparência para disfarçar a falta de conteúdo. Este suporte promete deixar o nariz mais empinado e fininho. Querem massificar até o formato de nossos narizes! Bilac, me socorre!

Pirulito de carne: agora os massificados podem levar seus churrascos profanos para qualquer lugar!

As massificadas estão sempre querendo emagrecer para ficarem todas iguais. Esta água diet promete ajudar.. terrível!!!




Absurdo, não é mesmo, caro amigo cultural? Não esqueça de andar sempre com um livro bem grosso para bater com a cultura na face dos massificados que você encontrar por aí, usando algum desses produtos!

Abraços culturais e beijos de luz!










quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Massificação oral - um absurdo!

ABSURDO!!

Homens massificados fazem pouco do intelecto de jovens promissoras, enquanto desejam que elas lhes degustem sexualmente as partes íntimas ("chupem", para os leigos) Um absurdo! Degradante! Se você é uma moça cultural, nesse momento irá jogar o conteúdo do seu café extra large na tela do computador e irá ler um livro!


quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Mais massificação Corinthiana! SOCORRO!


O quê?
O quê?
O quÊ?
MASSIFICADOS!!!

Divindades espiritualistas protetoras dos intelectuais, por favor, me socorram! O que se pode pensar vendo essa legião corintiana atrapalhando o tráfego aéreo? Quando assisti a esse trecho televisivo de reportagem (vídeo, para os leigos), chorei durante dois dias, deitado em posição fetal.

Como as autoridades ordeiras desta nação permitem que seus cidadãos se portem dessa forma! E essa massificada falando sobre o grau aceitável de insanidade como se fosse uma neuropsicóloga renomada???

Como já confessei em posts anteriores, eu mesmo já fui uma vítima da massificação futebolística e corintiana, Eu costumava sair em grupos soltando urros desvairados por toda a parte, tal qual estes pobres seres do vídeo. Inclusive, eu costumava ter uma tatuagem massificada no peito, com o símbolo do Corinthians tal qual um dos podres cidadãos que aparecem no vídeo, mas tatuei a cara do Machado de Assis por cima.

Hoje é um dia de receio de desonra devido ao próximo (vergonha alheia, para os leigos)!
Espero que todos os culturais iluminados estejam sofrendo tanto quanto eu...


p.s.(e temos outro motivo de tristeza: Oscar Niemeyer morreu. Não vou me alongar falando sobre isso, pois todos os massificados falarão tentando se passar por nós, culturais. Só deixo uma ideia: que tal um filme sobre a vida de Oscar no estilo "Lula, o filho do Brasil"?)

domingo, 2 de dezembro de 2012

O ladrão cultural da Rave, transformado!!


Andei sofrendo diversas represálias por parte de pessoas massificadas que não concordaram com a minha defesa ao larápio de artefatos visuais em festas abertas (“ladrão da Rave”, para os leigos).
O que vocês não sabem, massificados internéticos, é que nós culturais estamos SEMPRE CERTOS! Enquanto vossas mercês têm apenas críticas infundadas, eu tenho provas irrefutáveis de que Anderson se regenerou, se tornando um exemplo cultural na sociedade.  
Como eu mato a cobra e mostro o pau... ou melhor, o PINTO, aqui vão algumas imagens que vão te fazer ver como Anderson mudou e agora está cultural:

Na imagem acima temos o Anderson participando de um sarau de poesias, roubando  mostrando ao mundo todo o seu talento. 

Sim, agora o Anderson não frequenta mais festas de massificação eletrônica. Note ele, dentro da Starbucks roubando  tomando um café cultural longe das massas padronizadas.


Reconhece alguém nessa foto? Sim! Enquanto você está falando mal do Anderson, ele está roubando  lutando pelos seus direitos, participando de protestos e passeatas.

E por último, temos essa imagem de Anderson, ROUBANDO A CENA junto com seu grupo cultural de teatro.


Viram?
Agora, depois dessas provas irrefutáveis da mudança de Anderson, quero ver quem será capaz de atirar a primeira pedra!




quarta-feira, 28 de novembro de 2012

O ladrão cultural da rave contra o mundo massificado




Antes de mais nada, quero deixar culturalmente claro que apenas massificados julgam o próximo ignorando a ironia de nossa incapacidade diante da batalha homérica pelo inegável direito a uma vida aprazível.
Fiquei decepcionado quando após a divulgação de seu delito através do blog de massificação internética http://www.naosalvo.com.br/, o pobre jovem Anderson vem sendo julgado pela população padronizada em seu facebook.
Venho eu em vossa defesa, Anderson.
Algumas pessoas furtam por mera necessidade. De tudo carece os injustiçados da nossa sociedade! Comida, água, moradia, óculos escuros...
Não cabe a nós, povo cultural, julgarmos o próximo, pois sendo um sujeito necessitado, ele apenas está tentando obter o mínimo que um ser humano precisa para sustentar sua sobrevivência dentro da crueldade insatisfatória da vida no globo terrestre.
Aliás, quando eu era corintiano, eu vivia a furtar objetos alheios... meu caminho de luminosidade iniciou quando troquei um tênis da massificada marca Nike (furtado) por um maravilhoso exemplar de Olavo Bilac. Sugiro que Anderson faça o mesmo.
Há de ser a maior transformação dos dias atuais. Antes: Indignificado pelos atos de ladroagem e sendo julgado por seus atos no maior tribunal de todos: o facebook. Depois: Cultural, magnânimo e sendo julgado apenas por sua inteligência e culturalidade. 

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Transformação cultural com Geisy Arruda!


Sabe, cansei de reclamar inutilmente, mantendo meus braços cruzados enquanto ponho-me a reclamar da ignorância alheia!
Vou exemplificar através da utilização de notícias de celebridades, o quanto uma mudança cultural pode ser esplendorosa na vida de um ser humano!
Observe o exemplo,
e se você é uma pessoa massificada como... argh... Geizy Arruda... (por exemplo) você poderá, seguindo este exemplo, se transformar em uma pessoa tão iluminada e cultural quanto eu!

ANTES
(MASSIFICADA, VULGAR E TRANSBORDANDO IGNORÂNCIA)

DEPOIS
(CULTURAL, ILUMINADA E TRANSBORDANDO SABEDORIA)


Observe a inquestionável melhora tanto na vestimenta quanto na postura de Geizy. ANTES, se achando gostosa com essa roupa de mulher-gato-corintiana, pronta para ir para um baile de massificação funk ou para um show do cover do Michel Teló.
DEPOIS, uma jovem madura e consciente, com dois modelos maravilhosos para ir até o teatro, festival alternativo de cinema ou até mesmo curtir um sarau!
Inspirem-se nessa mudança e façam a cultura acontecer!

fonte da notícia massificada: http://www.pop.com.br/mundopop/noticias/celebridades/802354-Geisy-Arruda-sobre-pesquisa-Nos-gostosas-sempre-vencemos-no-final.html

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Tema cultural do dia: Corinthians campeão



Oh, hoje está impossível suportar meus parentes e amigos, que como eu já confessei outrora, são massificados corintianos! É simplesmente intangível tecer uma conversação decente nos arredores do meu lar.
Quando eu era um massificado levado pela massa futebolística, o meu sonho era que o Corinthians fosse campeão da Libertadores! Cheguei inclusive a ir em um recanto de massificação religiosa (igreja, para os leigos) e fiz uma promessa de que cortaria fora um naco de minha própria carne caso o time vencesse tal campeonato!
Massificado! Massificado! Massificado!
Graças aos deuses intelectuais que encontrei nos livros (Em “O Mercador de Veneza” para ser mais exacto) descobri que minha promessa não era válida, pois eu apenas prometi a carne, sem sangue. E eu não conseguiria cortar um pedaço de carne sem derramar meu cultural sangue.
Hoje, estou de luto. De luto por todos os meus amigos e irmãos que não foram tocados pela beleza da cultura e ainda continuam escravos da massificação futebolística!
Vou dormir com os fones de ouvidos escutando lindas músicas de Los Hermanos, abraçado ao meu livro preferido de Olavo Bilac.
Segue abaixo um poema dele, para inspira-los, caros amigos que estão sofrendo tanto quanto eu, a suportar esta terrível noite!
Poesia parnasiana é o máximo!
Massificação futebolística é o mínimo!


Ciclo, Olavo Bilac

Manhã. Sangue em delírio, verde gomo, 
Promessa ardente, berço e liminar:
 
A árvore pulsa, no primeiro assomo
 
Da vida, inchando a seiva ao sol... Sonhar!
 
Dia. A flor - o noivado e o beijo, como
 
Em perfumes um tálamo e um altar:
 
A árvore abre-se em riso, espera o pomo,
 
E canta à voz dos pássaros... Amar!
Tarde. Messe e esplendor, glória e tributo; 
A árvore maternal levanta o fruto,
 
A hóstia da idéia em perfeição... Pensar!
Noite. Oh! Saudade!... A dolorosa rama 
Da árvore aflita pelo chão derrama
 

As folhas, como lágrimas... Lembrar!


sexta-feira, 22 de junho de 2012

Revelação cultural do dia: O sexo e o álcool como instrumentos de massificação




Na madrugada passada  encontrei-me em uma situação constrangedora. Minha ex-pré-cônjuge (ex-namorada, para os leigos), utilizando-se de seu aparelho móvel de massificação telefônica me ligou em estado de embriaguez avançado. Nada poderia ser pior! Eu mal entendia as palavras que ela proferia e logo cortei nossos laços de amizade atuais, xinguei-a aplicando meu bullying cultural e logo depois, desliguei.
O alcoolismo massificado é um problema terrível. Por isso eu e meus amigos sorvemos apenas uma dose de conhaque em nossos encontros. O único vício que temos é, naturalmente, a cafeína.
Minha ex-namorada é viciada também em sexo. Quando estávamos juntos, sempre me convidava para copular em qualquer situação. Eu como era um corintiano massificado, topava! Um dia, chegamos a copular atrás da porta da igreja, no dia do batizado do meu sobrinho, e em outro momento, debaixo da mesa do meu chefe, na sala de reuniões, durante uma reunião.
Hoje em dia, ainda massificada, ela transa com qualquer um... chega a pedir pizzas para copular com os entregadores!  Sempre, naturalmente, em um grau etílico avançado.
Nós, pessoas culturais, não transamos com qualquer um e jamais levamos estranhos para casa com objetivos sexuais ! Nós fazemos sim, sexo tântrico com pessoas que já conhecemos previamente e sempre na casa da pessoa, nunca na nossa!
Após o ato sexual, lemos lindos poemas do Olavo Bilac enquanto meditamos sobre o ocorrido. Não ligamos para a moça no dia seguinte, pois isso é uma afronta contra a liberdade. Jamais nos comprometemos, pois relacionamentos amorosos são uma convenção social massificada. No máximo, mantemos um Love affair por um curto período de tempo.
Ainda bem que mudei, me tornando o ser cultural dos dias atuais! Toda vez que recebo uma ligação etílica de alguém massificado, eu penso “Poderia ser eu... céus... poderia ser eu!”

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Revelação cultural do dia: Um passado corintiano!


Venho por via deste para um desabafo acerca de minha pessoa.
Quinta feira (hoje, para os leigos) lá estava eu no Starbucks ainda tentando recuperar minha dignidade perdida para a horda de... de... (oh, é até difícil pronunciar)... corintianos que invadiram os meus aposentos esfregando em minha cara sua felicidade massificada e portanto, vã!
Porém, agora a pouco encontrei com um ser que ousou ser meu amigo no passado, e várias lembranças me afloraram à pele.
Vou descrever minimamente nosso súbito encontro:
- E aí cara, beleza? – disse ele, esbarrando furtivamente em meu ombro.
- O que posso dizer? – retruquei secando os respingos de café que haviam caído sobre meu cachecol escocês.
- Viu o jogo do curintia ontem?
- Não faço mais parte dessa massificação desordeira! Deixe-me!
- O que é isso, cara, relaxa! – ele tentou atar-me o braço com a mão.
- Deixe-me – disse, por fim livrando-me de meu captor – Simplesmente: deixe-me!
Este curto, porém intenso diálogo me remeteu a uma época distante onde eu cometi erros imperdoáveis!
Não tenho orgulho em dizer isso, porém, é verdade...Eu já fui um corintiano alienado na  massificação futebolística.
Eu costumava acordar cedo nos dias de jogo apenas para poder encher o isopor de cerveja (o líquido massificado) e passar minha vestimenta corintiana que eu viria a usar no dia. Ligava para todos os meus primos e juntos, passávamos o dia a nos embriagarmos mundanamente e discutirmos tolices incultas.
Ao anoitecer, nos preparávamos para assistir a partida, ligando nosso aparelho de massificação televisiva no canal da Globo, e então assistíamos gritando e cantando nossos hinos maquiavélicos.
Se o time (timão, como eu costumava dizer) vencesse, nós comemorávamos noite adentro...  e se não vencesse, nos divertíamos lembrando de antigos títulos e bebendo de maneira insana e massificada.
Tenho vergonha do meu passado. Hoje em dia, sou uma pessoa muito melhor. Estudo yôga, literatura, sou abstêmio, vegan, faço faculdade de artes cênicas e estou no processo de me encontrar com o meu eu cômico. Não necessito mais de me consolar nas frivolidades comuns da existência.
Explicando a imagem anexada, aí estou eu, em minha época massificada, consolando um amigo meu que chorava porque nosso timão (Corinthians, para os leigos) havia perdido uma partida. Hoje em dia, assim como todos os meus erros, ele não passa de uma lembrança que pouco a pouco evapora diante de meus olhos.
Espero que todos  os que passaram por uma experiência semelhante à minha, encontrem seus caminhos iluminados e cheguem a ser vocês mesmos. .. ou seja, eu como eu sou hoje.


Tema cultural do dia: Corinthians na Libertadores

Em todos os jogos decisivos do Corinthians, eu organizo encontros em minha casa onde eu e meus amigos nos refugiamos da massificação futebolística. Tomamos café, ouvimos Los Hermanos, assistimos curtas alternativos e discutimos literatura clássica. Na quarta feira passada (ontem, para os leigos) não foi diferente.
Como o jogo foi contra o Santos (o pior é mais massificado ícone futebolístico depois do Corinthians) tecemos uma dicotômica  conversa fazendo paralelos entre Admirável mundo novo e a Neymarização dos dias atuais.
Porém, antes que eu pudesse contar minha piada comparativa entre a vida e filmes alternativos belgas, os meus familiares massificados adentraram o ambiente, comemorando enquanto seminus,  agitavam no ar suas vestimentas corintianas ao som daquele hino maquiavélico!
Fiquei terrivelmente contrariado! Eles se serviram de mais de uma dose de nosso conhaque (em todos os nossos encontros, nós apenas sorvemos uma dose. “Mais que isso, e você se torna um bêbado massificado”, como eu costumo dizer) colocaram um CD do molejão (sim, meus queridos... um CD!) e estragaram tudo!
Hoje, fui ao Starbucks espairecer e parece que todo mundo só fala de uma coisa: o Corinthians na libertadores. Eu espero que perca... aliás, eu espero que todos os times percam! Digo isso entre lágrimas por ter que conviver com a corja massificada em meu lar. E aqui, enquanto abraço meu exemplar de “Os irmãos Karamazov” rezo pelos espíritos limitados de todas as pessoas que estão felizes festejando sua própria inglória!
Escolhi a presente imagem para ilustrar a minha desgraça, por seus dizeres “Eu voltei”... uma nova lágrima marca o meu rosto... Porque sim... eles sempre voltam!


Primeiro Ato


Oi, eu me chamo Félix J. Pinto e sou mais uma alma incompreendida buscando conforto para o meu espírito crítico no mundo virtual... sonhando em encontrar meu espaço para degustar meu café extra-large, em meio a amigos que compreendam minhas piadas, como quando eu digo que a vida é como um filme belga alternativo.
Não agüentamos mais as pressões sociais nos ditando infindáveis regras, nos sufocando e fazendo com que pouco a pouco percamos nossa identidade! A vida é deveras curta para que sejamos todos padronizados como nos força a sociedade brasileira atual.
Cresci em uma família de classe menos abastada e vivi cercado pelos tipos mais implausíveis de seres humanos: fãs de música pop, leitores do Paulo Coelho, seguidores do Inri Cristo e o pior: Corintianos.
Sofri deveras para me libertar deste meio, porém agora, tenho liberdade para ser eu mesmo. Caso você ainda não tenha conseguido chegar a este nível de libertação, não se preocupe! Aqui encontrará dicas que vão te ajudar a ser como a mim... e a ser você mesmo!
Paradoxal, ãh?
Mas não se preocupe. Logo você será capaz de compreender esta, e muitas outras sentenças que no momento lhe parecem indefectíveis.