sexta-feira, 22 de junho de 2012

Revelação cultural do dia: O sexo e o álcool como instrumentos de massificação




Na madrugada passada  encontrei-me em uma situação constrangedora. Minha ex-pré-cônjuge (ex-namorada, para os leigos), utilizando-se de seu aparelho móvel de massificação telefônica me ligou em estado de embriaguez avançado. Nada poderia ser pior! Eu mal entendia as palavras que ela proferia e logo cortei nossos laços de amizade atuais, xinguei-a aplicando meu bullying cultural e logo depois, desliguei.
O alcoolismo massificado é um problema terrível. Por isso eu e meus amigos sorvemos apenas uma dose de conhaque em nossos encontros. O único vício que temos é, naturalmente, a cafeína.
Minha ex-namorada é viciada também em sexo. Quando estávamos juntos, sempre me convidava para copular em qualquer situação. Eu como era um corintiano massificado, topava! Um dia, chegamos a copular atrás da porta da igreja, no dia do batizado do meu sobrinho, e em outro momento, debaixo da mesa do meu chefe, na sala de reuniões, durante uma reunião.
Hoje em dia, ainda massificada, ela transa com qualquer um... chega a pedir pizzas para copular com os entregadores!  Sempre, naturalmente, em um grau etílico avançado.
Nós, pessoas culturais, não transamos com qualquer um e jamais levamos estranhos para casa com objetivos sexuais ! Nós fazemos sim, sexo tântrico com pessoas que já conhecemos previamente e sempre na casa da pessoa, nunca na nossa!
Após o ato sexual, lemos lindos poemas do Olavo Bilac enquanto meditamos sobre o ocorrido. Não ligamos para a moça no dia seguinte, pois isso é uma afronta contra a liberdade. Jamais nos comprometemos, pois relacionamentos amorosos são uma convenção social massificada. No máximo, mantemos um Love affair por um curto período de tempo.
Ainda bem que mudei, me tornando o ser cultural dos dias atuais! Toda vez que recebo uma ligação etílica de alguém massificado, eu penso “Poderia ser eu... céus... poderia ser eu!”

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Revelação cultural do dia: Um passado corintiano!


Venho por via deste para um desabafo acerca de minha pessoa.
Quinta feira (hoje, para os leigos) lá estava eu no Starbucks ainda tentando recuperar minha dignidade perdida para a horda de... de... (oh, é até difícil pronunciar)... corintianos que invadiram os meus aposentos esfregando em minha cara sua felicidade massificada e portanto, vã!
Porém, agora a pouco encontrei com um ser que ousou ser meu amigo no passado, e várias lembranças me afloraram à pele.
Vou descrever minimamente nosso súbito encontro:
- E aí cara, beleza? – disse ele, esbarrando furtivamente em meu ombro.
- O que posso dizer? – retruquei secando os respingos de café que haviam caído sobre meu cachecol escocês.
- Viu o jogo do curintia ontem?
- Não faço mais parte dessa massificação desordeira! Deixe-me!
- O que é isso, cara, relaxa! – ele tentou atar-me o braço com a mão.
- Deixe-me – disse, por fim livrando-me de meu captor – Simplesmente: deixe-me!
Este curto, porém intenso diálogo me remeteu a uma época distante onde eu cometi erros imperdoáveis!
Não tenho orgulho em dizer isso, porém, é verdade...Eu já fui um corintiano alienado na  massificação futebolística.
Eu costumava acordar cedo nos dias de jogo apenas para poder encher o isopor de cerveja (o líquido massificado) e passar minha vestimenta corintiana que eu viria a usar no dia. Ligava para todos os meus primos e juntos, passávamos o dia a nos embriagarmos mundanamente e discutirmos tolices incultas.
Ao anoitecer, nos preparávamos para assistir a partida, ligando nosso aparelho de massificação televisiva no canal da Globo, e então assistíamos gritando e cantando nossos hinos maquiavélicos.
Se o time (timão, como eu costumava dizer) vencesse, nós comemorávamos noite adentro...  e se não vencesse, nos divertíamos lembrando de antigos títulos e bebendo de maneira insana e massificada.
Tenho vergonha do meu passado. Hoje em dia, sou uma pessoa muito melhor. Estudo yôga, literatura, sou abstêmio, vegan, faço faculdade de artes cênicas e estou no processo de me encontrar com o meu eu cômico. Não necessito mais de me consolar nas frivolidades comuns da existência.
Explicando a imagem anexada, aí estou eu, em minha época massificada, consolando um amigo meu que chorava porque nosso timão (Corinthians, para os leigos) havia perdido uma partida. Hoje em dia, assim como todos os meus erros, ele não passa de uma lembrança que pouco a pouco evapora diante de meus olhos.
Espero que todos  os que passaram por uma experiência semelhante à minha, encontrem seus caminhos iluminados e cheguem a ser vocês mesmos. .. ou seja, eu como eu sou hoje.


Tema cultural do dia: Corinthians na Libertadores

Em todos os jogos decisivos do Corinthians, eu organizo encontros em minha casa onde eu e meus amigos nos refugiamos da massificação futebolística. Tomamos café, ouvimos Los Hermanos, assistimos curtas alternativos e discutimos literatura clássica. Na quarta feira passada (ontem, para os leigos) não foi diferente.
Como o jogo foi contra o Santos (o pior é mais massificado ícone futebolístico depois do Corinthians) tecemos uma dicotômica  conversa fazendo paralelos entre Admirável mundo novo e a Neymarização dos dias atuais.
Porém, antes que eu pudesse contar minha piada comparativa entre a vida e filmes alternativos belgas, os meus familiares massificados adentraram o ambiente, comemorando enquanto seminus,  agitavam no ar suas vestimentas corintianas ao som daquele hino maquiavélico!
Fiquei terrivelmente contrariado! Eles se serviram de mais de uma dose de nosso conhaque (em todos os nossos encontros, nós apenas sorvemos uma dose. “Mais que isso, e você se torna um bêbado massificado”, como eu costumo dizer) colocaram um CD do molejão (sim, meus queridos... um CD!) e estragaram tudo!
Hoje, fui ao Starbucks espairecer e parece que todo mundo só fala de uma coisa: o Corinthians na libertadores. Eu espero que perca... aliás, eu espero que todos os times percam! Digo isso entre lágrimas por ter que conviver com a corja massificada em meu lar. E aqui, enquanto abraço meu exemplar de “Os irmãos Karamazov” rezo pelos espíritos limitados de todas as pessoas que estão felizes festejando sua própria inglória!
Escolhi a presente imagem para ilustrar a minha desgraça, por seus dizeres “Eu voltei”... uma nova lágrima marca o meu rosto... Porque sim... eles sempre voltam!


Primeiro Ato


Oi, eu me chamo Félix J. Pinto e sou mais uma alma incompreendida buscando conforto para o meu espírito crítico no mundo virtual... sonhando em encontrar meu espaço para degustar meu café extra-large, em meio a amigos que compreendam minhas piadas, como quando eu digo que a vida é como um filme belga alternativo.
Não agüentamos mais as pressões sociais nos ditando infindáveis regras, nos sufocando e fazendo com que pouco a pouco percamos nossa identidade! A vida é deveras curta para que sejamos todos padronizados como nos força a sociedade brasileira atual.
Cresci em uma família de classe menos abastada e vivi cercado pelos tipos mais implausíveis de seres humanos: fãs de música pop, leitores do Paulo Coelho, seguidores do Inri Cristo e o pior: Corintianos.
Sofri deveras para me libertar deste meio, porém agora, tenho liberdade para ser eu mesmo. Caso você ainda não tenha conseguido chegar a este nível de libertação, não se preocupe! Aqui encontrará dicas que vão te ajudar a ser como a mim... e a ser você mesmo!
Paradoxal, ãh?
Mas não se preocupe. Logo você será capaz de compreender esta, e muitas outras sentenças que no momento lhe parecem indefectíveis.