Em todos os jogos decisivos do Corinthians, eu organizo
encontros em minha casa onde eu e meus amigos nos refugiamos da massificação
futebolística. Tomamos café, ouvimos Los Hermanos, assistimos curtas
alternativos e discutimos literatura clássica. Na quarta feira passada (ontem,
para os leigos) não foi diferente.
Como o jogo foi contra o Santos (o pior é mais massificado
ícone futebolístico depois do Corinthians) tecemos uma dicotômica conversa fazendo paralelos entre Admirável mundo
novo e a Neymarização dos dias atuais.
Porém, antes que eu pudesse contar minha piada comparativa
entre a vida e filmes alternativos belgas, os meus familiares massificados
adentraram o ambiente, comemorando enquanto seminus, agitavam no ar suas vestimentas corintianas
ao som daquele hino maquiavélico!
Fiquei terrivelmente contrariado! Eles se serviram de mais
de uma dose de nosso conhaque (em todos os nossos encontros, nós apenas
sorvemos uma dose. “Mais que isso, e você se torna um bêbado massificado”, como
eu costumo dizer) colocaram um CD do molejão (sim, meus queridos... um CD!) e
estragaram tudo!
Hoje, fui ao Starbucks espairecer e parece que todo mundo só
fala de uma coisa: o Corinthians na libertadores. Eu espero que perca... aliás,
eu espero que todos os times percam! Digo isso entre lágrimas por ter que
conviver com a corja massificada em meu lar. E aqui, enquanto abraço meu
exemplar de “Os irmãos Karamazov” rezo pelos espíritos limitados de todas as
pessoas que estão felizes festejando sua própria inglória!
Escolhi a presente imagem para ilustrar a minha desgraça,
por seus dizeres “Eu voltei”... uma nova lágrima marca o meu rosto... Porque
sim... eles sempre voltam!

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